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 Sonetos Decassílabos

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RONALDO RHUSSO

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qua 25 Abr 2012, 09:55

Rendam-se!

Não sei o que fazer quando eu me vejo
Azul e o azul no olhar só diz: dormi!
Não sei qual o segredo, mas senti
Que quem encanta o faz fruindo o ensejo.

Agora eu me perdi porque desejo
Dizer como eu me sinto e consegui
Tornar-me mais confuso e estou aqui
Sorrindo e é tempestade que prevejo...

Tirei minhas sandálias, pois que arde
A árvore da vida, da existência...
E vi a terra santa e toda a essência.

Por que colher os frutos se é tão tarde?
O mundo não percebe que o alarde
Diz claramente: “Ei-Lo!” Reverência!

Ronaldo Rhusso
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RONALDO RHUSSO

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Ter 01 Maio 2012, 14:27

Mas e daí?

Por que você me quer? Eu me pergunto...
Sou só um nada já despreocupado
Com a luxúria besta... Eu sou quadrado!
Nem vê que sempre verso o mesmo assunto...

O bom ta bem ali e eu chego junto?
Que nada! Gosto mesmo é do passado.
Ele me faz lembrar que, resguardado,
Não volto a sofrer dores em conjunto.

Eu gosto de escrever por ser de graça
E a graça é constatar que tem quem leia
E me descubra preso em própria teia.

Já tive boa fama pela praça,
Porque meu beijo é doce e ultrapassa
O trivial que nem sequer tonteia...

Ronaldo Rhusso
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Eliane Triska

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MensagemAssunto: A COR POR DIREITO   Qui 03 Maio 2012, 18:59

A COR POR DIREITO


Eliane Triska

Eu não sei de qual barro te saíram:
Se do fogo de chão acobreado,
Ou ébanos do céu alto tingiram
O africano das terras, colorado?


A natureza baila sobre trilhos,
E em cada novo ato faz canção.
Trazidos longe, em grandes malas, filhos,
À paisagem ainda em construção.


O sol te honrou na cor da hora exangue,
Qual ferro dos grilhões deu grosso ao sangue.
Por que o amor é um campo abandonado?


Ao levantar dos séculos perdidos,
Os direitos do homem erigidos,
Diante de si mesmo, envergonhado!



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RONALDO RHUSSO

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qui 03 Maio 2012, 19:48

Consegui?

Brincar com Poesia é divertido
E dá leveza a alma enclausurada
Em meio a dissabor tanto sentido
Em vida cinza, em lida que é pesada!

Você que lê um verso comedido,
No qual o bardo emite a voz alçada
Só pra dizer que o mundo está perdido,
Dá crédito ou não liga para nada?

Entenda, a Poesia é instrumento
Que uso por amor a quem me lê,
Mas sobrenatural ainda não vê!

De amor e dor eu falo e no momento
Espero que ao ler meu divertimento
Eu tenha dito muito pra você.

Ronaldo Rhusso


Última edição por RONALDO RHUSSO em Qui 03 Maio 2012, 20:12, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: NINJA DO PORTAL DOURADO   Qui 03 Maio 2012, 20:10

NINJA DO PORTAL DOURADO

Eliane Triska


Trago o sangue do orgulho e timidez
Dos ideais grafados nos papiros.
Por força e fé dos íntimos retiros,
Nas letras da guerreira, a sua tez.


Eu vim chorar e trouxe o meu tormento,
No tom agudo que se impunha a espada.
Por baixo dessa túnica dourada
A triste geografia do relento.


Chego do exílio dos templos ocultos.
De alma crescente, deixo atrás os vultos
As testemunhas que minha alma encobre.


Que, justo a fantasia a que se entrega,
Fá-la cegar e, quando ainda mais cega,
Assim vestida, crê ser uma nobre.




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Miguel Eduardo Gonçalves



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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qui 03 Maio 2012, 20:35

-


Última edição por Miguel Eduardo Gonçalves em Qui 21 Ago 2014, 15:05, editado 1 vez(es)
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RONALDO RHUSSO

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Sab 05 Maio 2012, 11:52

Que feio!

Você já se entregou para dar vida?
Eu li a lenda um dia e me encantei
E até decidi ter nAquele Rei
Inspiração pra sempre em minha lida...

Mas entristece quando ao dar guarida
Um dedo já não querem e eu bem sei
Que anelam pela mão, mas não darei
Pois tenho a alma pura e decidida!

Sou nada do que pensam; imaginam...
Sou encarnado na minha Missão
E minha fé tem base na razão.

Eu vejo aborrecido se declinam
Do amor da amizade e se inclinam
A alimentar o mal da vil paixão.


Ronaldo Rhusso
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Eliane Triska

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MensagemAssunto: RESTO...   Sab 05 Maio 2012, 13:52

Resto...

Eliane Triska



Mais um dia... Outro mais, e resumido.
Alheia a uma qualquer analogia,
Pandorga, de papel enfraquecido,
Cai ao solo, abraçada à noite fria.


Carregando o mistério do que sou,
Desde a chuva a beijar minha vidraça
Ao meu pensar servido de carcaça,
Tão velho como o resto que sobrou...


Fantasmas de imagos vêm, distantes,
Aos vales assombrados de gigantes
Penarem na desilusão ingente...


Sou eu! Assim, em mim, é o desabrigo.
Aberto e interrogado por castigo,
Um vulto a fitar-me indiferente.


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Eliane Triska

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Sab 05 Maio 2012, 14:39



ÚLTIMO SUSPIRO
(a estrela que Bilac não ouviu)


Era noite, no cálculo celeste.
De pele escura, o céu, negro brilhante,
Ajardinou o chão da estrela amante
Que repetia a si: - Que me fizeste?


Cordilheiras astrais que a luz caminha,
Com gemas, meu amor, bordam o céu.
Eu, noiva triste, as rendas do meu véu.
Flores na Igreja... Vês? Estou sozinha.


Tua palavra, eu sei, não pode ver-me.
O meu vagar pulsou ausente a ti
No altar que poderias escrever-me.


Sem tuas letras torno-me a mortal!
Meu último suspiro, o que eu me vi,
Brilhei forte ao dizer-te: - Não faz mal!



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Miguel Eduardo Gonçalves



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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Dom 06 Maio 2012, 10:30

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Última edição por Miguel Eduardo Gonçalves em Sex 22 Ago 2014, 09:51, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Dom 06 Maio 2012, 17:14

Miguel Eduardo Gonçalves escreveu:
Eliane Triska escreveu:


ÚLTIMO SUSPIRO
(a estrela que Bilac não ouviu)


Era noite, no cálculo celeste.
De pele escura, o céu, negro brilhante,
Ajardinou o chão da estrela amante
Que repetia a si: - Que me fizeste?


Cordilheiras astrais que a luz caminha,
Com gemas, meu amor, bordam o céu.
Eu, noiva triste, as rendas do meu véu.
Flores na Igreja... Vês? Estou sozinha.


Tua palavra, eu sei, não pode ver-me.
O meu vagar pulsou ausente a ti
No altar que poderias escrever-me.


Sem tuas letras torno-me a mortal!
Meu último suspiro, o que eu me vi,
Brilhei forte ao dizer-te: - Não faz mal!




Muito belo o teu soneto, Eliane, coisas de estrela! Só quem ama as ouve e sabe entedê-las, poemou Bilac. Abs., Miguel-

Oi, Miguel! Bilac pode escutá-las, exceto a que dei voz no soneto. rs Grata pelo acolhimento abraço sulino



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Miguel Eduardo Gonçalves



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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Dom 06 Maio 2012, 17:53

[-


Última edição por Miguel Eduardo Gonçalves em Sex 22 Ago 2014, 09:50, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Dom 06 Maio 2012, 18:06

-


Última edição por Miguel Eduardo Gonçalves em Qui 21 Ago 2014, 14:53, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Dom 06 Maio 2012, 20:50

Vocês não fazem ideia da minha alegria ao ver essa interação entre poetas da grandeza de ambos!

Espero ter o privilégio de ver outros se juntarem a nós!

Muito agradecido, poetas!


Miguel Eduardo Gonçalves escreveu:
Eliane Triska escreveu:
Miguel Eduardo Gonçalves escreveu:
Eliane Triska escreveu:


ÚLTIMO SUSPIRO
(a estrela que Bilac não ouviu)


Era noite, no cálculo celeste.
De pele escura, o céu, negro brilhante,
Ajardinou o chão da estrela amante
Que repetia a si: - Que me fizeste?


Cordilheiras astrais que a luz caminha,
Com gemas, meu amor, bordam o céu.
Eu, noiva triste, as rendas do meu véu.
Flores na Igreja... Vês? Estou sozinha.


Tua palavra, eu sei, não pode ver-me.
O meu vagar pulsou ausente a ti
No altar que poderias escrever-me.


Sem tuas letras torno-me a mortal!
Meu último suspiro, o que eu me vi,
Brilhei forte ao dizer-te: - Não faz mal!




Muito belo o teu soneto, Eliane, coisas de estrela! Só quem ama as ouve e sabe entedê-las, poemou Bilac. Abs., Miguel-

Oi, Miguel! Bilac pode escutá-las, exceto a que dei voz no soneto. rs Grata pelo acolhimento abraço sulino





Sem dúvida nenhuma, Eliane, há estrelas que adentram por uma flor, -a nossa janela-, pela qual o céu segreda coisas indizíveis! Abraço paulistano.
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Dom 06 Maio 2012, 21:33

Que tal tu te envolveres na criação de Sonetos a muitas mãos, Eliane?

http://descansodasletras.forumeiros.com/t101-criacao-coletiva-de-sonetos#1440
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Sex 11 Maio 2012, 16:29

-


Última edição por Miguel Eduardo Gonçalves em Qui 21 Ago 2014, 14:48, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Sex 11 Maio 2012, 21:01








Mamãe!



És a santa Maria! Mãe Maria!
Que pecado trouxeste no teu ventre
Que na fenda - a canoa da nascente,
É onde a dor do mundo principia?


Maria do andar de formas feias,
O grande céu te quis e pôs raízes.
Neste inferno cercado de aprendizes,
A fé quis o lugar onde te creias.


O meu clamor crescente e indefeso
Calaste com teu beijo o novo ente,
E carregas o mundo como peso.


Ó minha mãe, por que me abandonaste
Ás cidadelas de um mundo doente
E, em adoção, a ele me entregaste?



Eliane Triska



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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Dom 13 Maio 2012, 21:09


Que coisa!

Mistérios são silêncios no pensar
do humano, ser que dista do comum;
nos fazem cavilar, mas em nenhum
lugar se chega e o jeito é aceitar.

Amor só os que têm por si pra dar
e assim é a Régia Lei nada incomum
que molda sem deixar de fora algum
dos Dez preceitos, todos a ensinar!

Às vezes eu me pego encabulado
ao ver que esses mistérios no arredio
do ser que há em mim cobrem vazio.

Contudo o que me deixa extasiado
é nunca compreender esse recado
de quem me tem saudade e nem me viu...

Ronaldo Rhusso
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Seg 14 Maio 2012, 12:28

Lena
(20 anos)


Sou ente dificílimo, confesso,
e tu me aguentas sem que eu compreenda
por que fui receber tão grande prenda
se às vezes nem na vida eu me interesso...

Na minha existência pouco eu peço
de sorte que não há quem me entenda...
Mas tu te esforças; fazes que eu me renda
a ponto de em meu ser ter pronto acesso.

Contigo as lutas são todas vencidas.
Tu foste e és a melhor das minhas sinas
e eu vejo que por mim “tu te declinas”...

Contigo eu viveria até mil vidas
e não me importariam mais as lidas.
Nem sei onde eu começo e tu terminas...


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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Seg 14 Maio 2012, 20:34



LÁGRIMAS LUNARES


Não chores, lua! Vive a tua sina!
És no dedo de Deus o diamante,
Invisível na abóbada Sistina,
Consagrada ao devoto visitante.


Desfolhando-te em lágrimas... Por quê?
Vestiu-te a prata com mil atributos:
O mistério qual o poeta crê,
Doar-lhe a inspiração, chorar seu luto!


Esquece a tua dor! Desce às calçadas.
Ah! Jovens frias, duras... São audíveis
Ao beijos com a dor enamoradas


Que se aquecem ao sol que se avizinha...
Ó lua dos amores impossíveis!
Vem chorar, aqui! Vem chorar a minha!



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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Ter 15 Maio 2012, 20:05


___CORPUS HOMINIS___



O homem, se da carne frui o chão,
E a anca da raiz no prumo exato,
Dá-se a ver a palavra em expansão,
O horizonte, além do espinhaço.


A alma se reporta à narrativa
Do verbo ejaculado do faltoso,
Que vive à boca, a cela primitiva,
E goza do mistério, o gozoso.


Cai o som e se junta ao estribilho
Que, para si, a história guarda a bula,
E inocenta, em coro, o andarilho.


Exótico, o ser, cobra sua lavra,
A morta natureza, que se engula,
E envagine o corpo na palavra.


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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Ter 15 Maio 2012, 22:45



Como sempre...

O tempo passa e eu passo a passarela
Em tom de tango e tanto temporal
Que encharca e acharca a alma chã, mortal,
Embora agora a hora explore a bela.

Não quero o mero esmero nessa cela!
Aqui eu quis o quase surreal
Enquanto o canto em gozo sem igual
Alude ao sal que sai-nos sem cautela!

Querida a brisa ao rosto e a brida solta
Alerta que está aberta a temporada
Pra cura ou pra loucura desvairada!

É fato que o regato com que rego
A flor de olor mais nobre e sabor santo
Irriga o nosso amor, o ardor e o encanto.

Ronaldo Rhusso
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qui 17 Maio 2012, 21:41

Quase seguro...

Vossa mercê, senhora minha ouvi
O que esse fraco, vosso servo diz
De peito aberto como sempre quis:
Em meu sentir, senhora enlouqueci!

Se vos roubei o ósculo, perdi
A sanidade, mas sei bem que fiz
A vosso ser que, é fato, está feliz
E eu posso ver o vosso rir, daqui.

Vossa mercê deveis vos libertar
Das convenções, daquilo que assaz
Impede vosso ser de ter bem mais.

Sei não quereis vos dar a um sem lar,
Sem sangue azul, sem nome a propalar,
Mas posso ser-vos, belonave, o cais!

Ronaldo Rhusso
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Dom 20 Maio 2012, 23:21

Fotografia

Eu vi quando chegou tão diferente!
A face sem rubor; eis fantasia!
Eu vi, confesso, mais do que eu queria
E tudo está aqui na minha mente...

Os pixels, aos milhões... Surpreendente
A carga que a memória, em mim, copia...
As luzes acendendo, quase dia...
E sinto: essa impressão é permanente!

Okay! A imagem pode não ser tudo
Ou pode nem ser parte da verdade
E eu rio, pois é tudo novidade!

Relembro de um detalhe e fico mudo...
*******************************
Não sei se meu sorrir é só o escudo
Ou se meu foco é pura insanidade.

Ronaldo Rhusso


Última edição por RONALDO RHUSSO em Seg 21 Maio 2012, 23:15, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Seg 21 Maio 2012, 17:39




INSTINTOS


Na imensidão dos ventos sossegados,

Fantasmas misteriosos do vazio,

Leem a noite nos astros congelados

Fundam silêncios e, povoam o frio.



O corpo das marés pranteia a esfera.

Olho azul no gigante do infinito.

Pode-se no infinito ver a terra

E, vendo que não vê, ser mais bonito?



As sombras inocentes, cor do estanho,

Fecundam-se na luz... Um caldo estranho!

Os servos são gerados como seus...




A vida se abre indômita e urgente,

D'outro olho estelar, novo, se invente,

E a face se revele às mãos de Deus.


Eliane Triska





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