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 Sonetos Decassílabos

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RONALDO RHUSSO

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MensagemAssunto: Sonetos Decassílabos   Qua 17 Nov 2010, 22:56


SONETO XV


Suave cheiro desprega da fragrância!
Elegância já vem em quem é “sal!”
Mui letal o que emprega-se em ganância!
Tolerância pra quem cultiva o mal:

Surreal, não destroça ao vil plangente!
Se ressente e complica ao nascituro...
O futuro que apossa, assim, da gente,
Tão latente, que fica lá no obscuro...

Imaturo fulmina a própria lida;
Dá guarida ao ardor descompassado.
Um legado a quem mina o mel primeiro!

Pioneiro é o valor de quem lapida.
Pois a vida doutrina ao dedicado!
Meu legado é o amor não passageiro!



Ronaldo Rhusso
18/07/2008.

On line
"O amor ensina o caminho"


Última edição por RONALDO RHUSSO em Qua 17 Nov 2010, 23:08, editado 1 vez(es)
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rommel

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qua 17 Nov 2010, 23:00

Dec. heroico




PÁLIDO PECADO


Oh! Pálido Pecado da gris Morte,
Numa misteriosa e bela dança!
O jogo dos olhares... Esperança!
O movimento quente, lindo e forte...


Oh! Pálido Pecado que em mim lança
Fascínio, sedução... Oh falsa sorte
Que me deixa sem luz, céu, vida e norte!
Maldita e imaculada! Triste dança!


Oh! Pálido Pecado... Juventude...
Dança, dança, divina grã-beleza!
Dança, dança, lasciva grã-pureza!


Dança sem fim, desejo atormentado...
Virtude escura... Pálido Pecado...
Oh! Pálido Pecado de virtude!


Rommel Werneck


Jogando no google, os usuários podem ver várias declamações deles, uma, inclusive, envolve dança
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qui 18 Nov 2010, 23:24



Quem dara, não: quem dera!

Quem gosta de espiar sem ser notado
Ou quem sabe gozar de um frágil “oi”;
Ou ainda pensar que nunca foi
Como a peste ruim que está ao lado

Costuma contar, sim, e sem cuidado,
Sem lembrar que eu já disse esse tal “oi”,
Mas saudade é o que fica e o que já foi
Vai ficar só na linha do passado.

Nunca mais amarei quem é de ouro.
Nunca mais amarei quem é de prata.
Nunca mais amarei quem é de bronze.

É que tudo comigo é grande estouro
E me usam, me cospem, coisa ingrata!
Sou do dez e abomino esse tal onze!

Ronaldo Rhusso


Última edição por RONALDO RHUSSO em Dom 15 Abr 2012, 13:16, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qui 18 Nov 2010, 23:46

Sem compunção...

Disseste adeus sem uma só palavra!
Em teu olhar eu vi sem alegria:
Não mais teria um riso de tua lavra,
nem mais veria a noite como o dia.

Tu navegaste lépida em mi’a zavra
e acreditei que sempre assim seria.
Ficando aqui na espera da deslavra
onde o amor de novo cruzaria.

Aceito o teu adeus e esse lamento
acaba. O tempo passa e, em fim, se aprende
que mesmo com carinho não se prende

O que jamais foi nosso um só momento.
Eu sei, amei sozinho. Foi fomento
pr’esse meu ser que hoje se desprende.


Ronaldo Rhusso
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Sex 19 Nov 2010, 11:31

SONETO


Os braços azuis, calmos e serenos...
A face opaca, a tez cheia de neve...
Num movimento lento, puro e breve,
O segredo de todos os venenos!


Os olhos leves, neutros e vazios...
Um corpo etéreo, pálido e celeste...
O perfume presente nesta veste,
A boca, objeto d'alma, toques frios...


Tudo isto constitui um sonho sensível,
Repleto de reflexos e figuras...
Angelicais lembranças brandas, puras...


Alvas formas sublimes, sonhos plenos...
Vida real, verdade, algo possível...
O segredo de todos os venenos!


Rommel Werneck

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MensagemAssunto: SÁBADO DIA DO SENHOR   Sex 19 Nov 2010, 17:03

Sinto o conforto de ímpar avanço,
Árvore plena de paz e bonança;
Bênção perene de amor e esperança
A quem deseja um perfeito remanso.
Dia que D’us separou pro descanso,
Onde deixou digital qual herança
Do Seu exemplo que hoje me alcança
Oh! Descansou também Ele, afianço!
Se não se cansa por que descansou?
Eis que não pede se nunca cumpriu
Não é tremendo Esse D’us que fruiu
Halo suave de pausa que armou
O refrigério que eterno tornou?
Riam, ó povos, findou labor vil!

Acróstico num Soneto Monostrófico em Gaita Galega.


Ronaldo Rhusso
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Sab 27 Nov 2010, 22:50





Auto beligerante!

Cristalino é o olhar que, em vão, detenho.
Desvirtuado eu me sinto e é tão difícil!
Eu mergulho em mim mesmo feito um míssil
e me guio na resposta que eu nem tenho.

Megatons de potência em um desenho
eu rabisco em meu corpo e uso o cilício!
Há quem diga que estou num precipício,
mas a mão não me estende; e eu mais me embrenho...

Ah! Loucura, me rondas, miserável!
Vai que eu seja refém nos teus tesouros
e tu nem te apercebas, derrotada!

Mas minha alma é ternura; é tão amável!
Só não sei em que fase vêm estouros
me espalhando em fragmentos de granada...

Ronaldo Rhusso


Última edição por RONALDO RHUSSO em Dom 19 Jun 2016, 13:45, editado 1 vez(es) (Razão : Eu quis)
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Dom 28 Nov 2010, 01:14

Petróleo confundiria Camões

De quantas graças tinha, a natureza,
Com nobreza, mostrou ser um estouro!
Bel’ tesouro que alinha o nascedouro.
Vil agouro a que me dou com a certeza

Da destreza marinha da beleza,
Fortaleza que achou no sorvedouro,
Sugadouro que vinha de negr’ouro;
Tez de mouro estuprou a profundeza!

Na clareza que atinha a energia
Que acudia e vazou da criatura
Que era pura e detinha a euforia.

Mas um dia acabou por não ter cura...
Vera e dura essa minha alegoria...
A magia findou, mas óleo apura!


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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Ter 30 Nov 2010, 20:03

Servo

Vós dizeis não saber real motivo
Para o meu pranto e a tez dilacerada.
Não quereis compreender que a mi’a estrada
É puro cardo, gozo em fel lascivo...

Ah! Pudera eu ser-te ente exclusivo
Como quem serve qual vassalo em nada
Me olvidando p’ra não ver contrariada
U’a só quimera um teu desej’ativo.

Escabelo, me faço, em suja lama
E se gritais que seja gozo, ó filha
Mais amada no céu que é vosso véu.

Meu derradeiro esforço, ó mi’a ama
Haverá de ocorrer limpando a trilha
P’ra transformar a vossa vida em mel.

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Seg 04 Abr 2011, 20:29

Breve

Avidamente eu espero a manhã
Na qual, de fato, o rompido contrato
Abra a janela, o portal pro afã,
Gana de ter dessa cura o retrato.

Completamente liberto da vã
Casca ou corpo ou invólucro, extrato
Que não protege o nefesh, mente, irmã
Do raciocínio, hei de ter n’outro prato.

Ah! Alvorada, manhã radiosa!
Ah! Divisória de eras diversas!
Será complexo observar leis imersas...

Hei, sim, de olhar para a face jocosa
Da pobre morte a morrer inda prosa...
Hei de travar c’o Senhor mil conversas!

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qui 07 Abr 2011, 12:24

Chegamos lá!

Tem mais alguém com lágrimas na face
Em face da tragédia importada?
Tem mais alguém “de cara” co’esse enlace
Que torna a humanidade revoltada?

É como se de fato não bastasse
O péssimo ensino, a forma errada
De educar sem zelo e sem a classe
Que cora a minha face envergonhada...

Agora sim entramos com louvor
Para o seleto grupo de países
Que tem essas maldades nas raízes

Plantadas pelo mal que é penhor
Tão contumaz e que provoca a dor
E tons de morte enfeitam gris matizes....


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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Sex 29 Abr 2011, 22:07

Bipolar II (o retorno de meu pai)

Eu nem digo que foi uma surpresa
Encontrá-lo de novo envolto em si
E sem dó ou sem sol, sem mais certeza.
Ah! Ninguém me falou; foi eu que vi!

Ah! Pai cego, eu já fiz brotar beleza
Através d’outro verso, em menor mi.
Escapei do desfecho e da aspereza
Atolada no charco além daqui...

Ai! Se a ré esse tempo engatasse
E num fá sustenido alguém te visse
Eu até tocaria outra sandice

Arriscando que não mais se dançasse
Esse enfado amiúde puro enlace
A trazer-me o fantasma: a meninice...

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Sab 30 Abr 2011, 13:07

Bipolar III (o critério contra a vaca)

Eis que é fraca e tem derme envelhecida
A que empata e tem pata apreciada
À fervura que não faz pesticida
Aquietar-se e lhe faz carne estragada!

O temor eu nem vejo e eis a torcida
A querer do “melhor” e, se assada,
O carvão dá o toque e elucida
A razão pra doença inesperada.

Imagino essa louca enfermidade
Anunciando que tudo é relativo
Ou que está só na mente e no critério

Abraçado e comido com vontade
Em razão de que tudo é atrativo
E, por fim, secará no cemitério.

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qui 26 Maio 2011, 16:34

Então...

Sou nada do que pensas, ó senhora!
Talvez a monirdão que espraia a alma
ou mesmo o sol que cabe numa palma;
talvez a escuridão que vês lá fora...

Sou bipolar de fato e sou agora
o vate dedicado a delir trauma;
um turbilhão que à todos desencalma
e faz ter dez minutos uma hora...

Nem sei porque me amas desse jeito!
A cada fase minha eu destrambelho
e nem é bom tentar me dar conselho.

De fato tem um bem nesse meu peito
e vez em quando acha-se perfeito;
porém nem sei quem sou frente ao espelho...

Ronaldo Rhusso
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Seg 27 Jun 2011, 23:27

Esperança!

Deserto coração, o que te aflige?
Decerto uma razão para viver...
Incerto é teu lidar, qual quem dirige
Desperto, mas sem ar para sorver.

Aberto, dás vazão conforme exige,
Por certo, a multidão a te espremer...
Coberto pelo mar que te corrige
Por perto e sem cessar num vão sofrer.

Alerto: A Solução é eficaz!
Acerto entre a visão que me revela:
Aberto será o mar, qual no passado.

Por certo hás de provar excelsa Paz
Coberto e em Redenção que Se desvela
Por perto a te abraçar, abençoado!


Ronaldo Rhusso
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Edith Lobato

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Seg 04 Jul 2011, 14:51

Olá poetas fãs dos sonetos. Eu tenho alguns ecritos que chamei de sonetos para lembrar que nao sei escrever sonetos, esta é a razao de ter vindo neste tópico fazer uma postagem de um escrito com a intenção de que ele seja criticado. Desculpem se postei no espaço errado. Até mais.

é 1, é 2, é 3 lá vaiii


ÂNSIA DO CORAÇÃO

Desponta o dia e meu olhar perdido,
Esmola tua presença à distância.
E pulsa o coração com total ânsia,
Deseja o teu carinho apetecido.

E ao meio dia o tempo enraivecido,
Meu pensamento em doida eflorescência.
Vagando nos escombros da existência,
Num mundo que parece sem sentindo.

E dentre sois e luas, vendavais,
A vida corre afoita e sempre traz,
A força que nos faz seguir sonhando.

Colhendo experiência dos meus ais,
Eu não desisto frente aos temporais,
E vou por insistência labutando.

(Edith Lobato)

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Seg 04 Jul 2011, 18:33

Edith Lobato escreveu:
Olá poetas fãs dos sonetos. Eu tenho alguns ecritos que chamei de sonetos para lembrar que nao sei escrever sonetos, esta é a razao de ter vindo neste tópico fazer uma postagem de um escrito com a intenção de que ele seja criticado. Desculpem se postei no espaço errado. Até mais.

é 1, é 2, é 3 lá vaiii


ÂNSIA DO CORAÇÃO

Desponta o dia e meu olhar perdido,
Esmola tua presença à distância.
E pulsa o coração com total ânsia,
Deseja o teu carinho apetecido.

E ao meio dia o tempo enraivecido,
Meu pensamento em doida eflorescência.
Vagando nos escombros da existência,
Num mundo que parece sem sentindo.

E dentre sois e luas, vendavais,
A vida corre afoita e sempre traz,
A força que nos faz seguir sonhando.

Colhendo experiência dos meus ais,
Eu não desisto frente aos temporais,
E vou por insistência labutando.

(Edith Lobato)




Levando em consideração o fato de que teu último Indriso postado foi escrito em versos Decassílabos não estranho que esse teu Soneto Decassílabo Heroico esteja dentro dos padrões de alguém que conhece essa arte.



Poderias, inclusive, enviá-lo para fazer parte da Folhinha Poética que será lançada em 2012. Representaria muito bem.


Se houver interesse consulte:


http://folhinhapoetica.blogspot.com/


Baixe até o dia 16 o material que já está pronto para ter uma ideia de como está o trabalho em conjunto:

https://www.wetransfer.com/dl/6U83JVQR/0aca2bd11a3008edbb91d18658a0baeeb3809d138b4f3b11db991d7460f25a1eef8f3cded5f59d


E se apetecer envie seu texto para:


manedocafe@gmail.com

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qua 06 Jul 2011, 22:23

O Facebook virou mania... Dizem que é a Recista Caras de pobre, embora eu nunca tenha lido a tal Caras de rico e não possa fazer a comparação...

Deve ser para lá de depois de sem graça! Pois rico acha engraçado mostrar o carro novo que comprou e que vai ser dirigido pelo motorista pobre...

Voltando ao Facebook... o Cesar Cassemiro Liczbinski criou mais um daqueles Grupos de poetas desconhecidos... O BIPOLARES DO VERSO!

Já tem quase dez membros!

A Edir Pina de Barros decidiu postar usando seu "eu lírico masculino".

Pior! Desafiou-nos a por para fora o tal "eu lírico feminino!

Segue o resultado da Emengarda Tesolóica, meu lado feminino, que, não por acaso, é sapatão arrependido!


Vem Ronaldão!


Ronaldo Rhusso tu és mesmo um sonho!
Ao ver-te meu olhar sorriu feliz!
Nesse teu porte atlético eu me ponho
A desejar-te assim como quem diz:

“Perto de ti Narciso é tão medonho”!
Ah! Ronaldão, confesso, eu sempre quis
Sentir teu corpo nu e hoje proponho
A ler esse soneto que te fiz.

Vem saciar a fome que ora eu sinto!
De ver teu corpo nu por sobre o meu.
Vem Ronaldão com esse grande pinto!

Vem saciar a fome que me deu!
Esse tezão é louco e eu não minto:
Sem ti meu coração é denso breu!

Emengarda Tesolóica


Vem Ronaldão II – O Sovaco de Jason!

Tomei meu suplemento com banana
Pensando na mandioca que tu tens.
Ah! Ronaldão enterra em mim a cana.
Vem, me atropela, meu Mercedes Benz!

Meu açaí com mel provoca a sana
De te querer assim como a mil trens
Despedaçando meu corpicho em gana!
Oh! Ronaldo me diz quando tu vens!


Já aparei a mata em meu sovaco;
Passei até limão! Saiu o futum!
Tal como tu, Ronaldo há nenhum...

És meu supino, és todo esse meu fraco!
Vem pra mamãe! Vem logo pro barraco!
Eu te prometo: não vou soltar pum!


Emengarda Tesolóica

Eis a danada:




Catei essa imagem no

http://www.mulheresfeias.com.br/2009/12/fotos-mulheres-mais-feias-do-mundo.html
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Seg 11 Jul 2011, 16:42

O SEGREDO

I

Eu não sou muito bom para segredos...
Ai! A língua me coça; eu vou contar:
Não importa o maior desses teus medos;
Não importa que tempo ou que lugar,

Ele está muito além de vil degredos;
Ele está mais aberto, oh, sim, que o mar!
E conhece teu ser, qual eu aos dedos
Os quais eu uso até para contar.

É cansaço o problema? Então entendas:
Não se busca Esse Ser para possuir
O que a mente lhe diz ser necessário.

Eu espero que tu, por fim, compreendas
Que Ele é a razão do existir
E buscá-lo é sorver o Dom primário.

II

Já pensaste quão triste é alguém olhar
Para ti e medir o teu valor
Pelo que tu possuis para doar
Ao invés de olhar-te com amor?

É assim, oh, que a Ele eis a buscar
Quem O vê como Alguém a se dispor
A fazer real todo o desejar
Egoísta que é fato um desfavor...

Ser ou ter? Descobriste o meu segredo?
Vou a Ele por ser abençoado
Ao sorver Sua doce companhia.

No restante, aprendi (e não foi cedo),
Haverá de ocorrer-me o ansiado
De uma forma melhor que a que eu queria!

Ronaldo Rhusso

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MensagemAssunto: DIÁLOGO COM MARCOS LOURES   Seg 18 Jul 2011, 19:49

- A DERRADEIRA POESIA

Abordo meus fantasmas com descrenças
À bordo dos meus sonhos, sigo insone
E quando ouço chamar neste interfone
Preparo pra enfrentar mais desavenças.

Não tendo mais nem fé sequer as crenças
Nem mesmo uma palavra que me abone,
Por mais que a solidão não me abandone
Antigas esperanças são imensas.

E quando apodrecendo mais um tanto,
A vida se perdendo em farto encanto
No desencanto grana um novo dia

Imerso nas neblinas corriqueiras,
Arcaicas ilusões erguem bandeiras
E nasce a derradeira poesia...

MARCOS LOURES




Querido, tua dor não é segredo!
Dá medo perceber: tua fé se esvai!
Descai o meu semblante e sei que é cedo
Pro ledo engano... Eis, tanto te subtrai...

É Pai o Criador e só c’um dedo
Degredo manda embora e Satã sai.
Sei vais me compreender, pois que concedo
O enredo do sofrer que sobressai-me

Meu ai que tu conheces, meu irmão!
É vão o entregar-se derrotado
Bocado que tu sabes ser sorvido

Bebido pelo Bicho, pelo Cão.
O não se lamentar deixa-o de lado
Sedado pelo orar do destemido!

Ronaldo Rhusso



Cansado de lutar contras as marés
Bravias desta insânia coletiva,
Ainda quando o sonho sobreviva
Velhas correntes atam os meus pés,

Cansado de seguir noutro viés
Enquanto a fantasia não cativa,
Minha alma da esperança já se priva
E perco o quanto houvera em ledas fés.

Um dia, após o fato consumado,
O verbo conjugado no passado,
Não sobrará sequer algum resquício

Do que pensara ser bem mais suave,
E a cada novo engodo a vida agrave
Cavando simplesmente o precipício.

MARCOS LOURES





Eu digo que estás equivocado!
Tu és a grande luz entre os poetas
E mártir deve estar, sim, preparado
Para chegar à última das metas.

Sem medo, mas com fé e de bom grado,
Um vate como tu suporta as setas
Aniquilando a dor que é mau bocado
Com versos lindos. E eis que ao mal tu vetas!

Meu caro tu és forte e a Depressão
É mal que nunca dura, eu sou a prova!
Pois quando a dor se vai meu Dom renova.

A fé não morre, pois é a razão
Que leva a tua alma à inspiração
E no que é feio tu tens dado sova!

Ronaldo Rhusso



Porém minha esperança em funerais
Não deixa nem sequer a menor sombra
Que tanto me conforte quanto assombra
Gerando dias turvos, desiguais.

Na alfombra onde pensara haver descanso,
Somente a sensação de algum faquir
No quanto poderia e sem porvir,
Deveras, no final já nada alcanço.

A luta se fazendo quixotesca
Moinhos gigantescos, medos tantos,
E os olhos entre velhos vis quebrantos
Resumem cada cena mais grotesca,

E o que consola quem tanto peleia:
Poder vagar além da lua cheia.

MARCOS LOURES





Eu digo que te enganas novamente,
Pois teu legado é grande e muito encanta.
Só morre quem viveu e, displicente,
Deixou passar em branco a lida tanta!


Irmão, qualquer um vê, és diferente
E a obra tua à toda se agiganta.
Tu és quem põe ess’arte a ir pra frente;
Fazes da poesia u’a arte santa!

Aqui, coadjuvante, eu testemunho
O brilho de teus versos magistrais
Que calam o sonido de teus ais

A alma que expões a próprio punho
Eu tento imitar, mas só rascunho.
E esse teu ser jamais se satisfaz?


RONALDO RHUSSO



Ainda que cogite em poder ter
Nas mãos este buril que me emprestaste,
Jogado pelos cantos feito um traste,
Ausento-me do sonho de viver,

A fonte já secando e sem saber
O quanto poderia em tal desgaste
Traçar além do que deveras eu me afaste,
Buscando a poesia; frágil haste.

Em ti, além do mais nobre parceiro,
Certeza da florada no canteiro
Das tantas verdejantes primaveras.

Mas quando me observando mais de perto,
Aos poucos, lentamente eu me deserto,
Entregue sem defesa às várias feras.

MARCOS LOURES


As feras que se danem, és herói!
Não há poeta vivo qual tu és!
Para que alguém se achegue aos teus pés
Verá na tez o quanto a dor corrói.

Mas esse teu talento ao frágil mói
E tu te entregas, pulas do convés
Da nau da vida eu vejo de viéis
Sem entender: O bom, eis se destrói!

Amigo dor é luxo para os fortes!
Se a vida já não mais te satisfaz,
Oh! Satisfaças tu à vida assaz!

Eu peço tão somente que suportes
E morras a mais bela e vil das mortes,
Sem vã tristeza, ess’arma dos boçais!

RONALDO RHUSSO


Maior talento eu vejo em quem com fé
Consegue superar suas barreiras,
E nisto mesmo quando em cordilheiras
Permite-se deveras ser quem é.

Palavras; leva o vento, o que resta,
Depois de tantos medos e vitórias
Moldando a vária tela das histórias
A face se mostrando além da fresta.

Tu és o meu exemplo; em ti vejo,
Em minhas tempestades, o farol,
Meu verso aproveitando o belo ensejo
De poder caminhar bem junto ao sol.

Permite que deveras alto eu brade
Em toda plenitude esta amizade!

MARCOS LOURES


O meu querer é simples, meu amigo:
Mandar tua tristeza ir embora
E ver-te derramando aí a fora
Os versos que pra muitos é abrigo!

É grande a missão que tens contigo
E o mal que te persegue já implora
Pra ir embora, pois que já aflora
Tua força renovada. Que perigo!

O mal tem suas hostes dedicadas
A não querer te ver nos abrigar
Com esse teu brilhante versejar.

Palavras vento levam? Não. Coitadas!
Tu tornas todas elas delicadas
E o planar delas vem nos encantar!

RONALDO RHUSSO


Brindamos com mil versos à esperança,
A nossa companheira e a fornalha
Que gera a fantasia e assim se espalha
Aonde a poesia, em luz, avança.

Nossa alma, tantas vezes de criança,
Vencendo sem temor qualquer batalha
Tecendo com ternura a cordoalha
Que ao infinito tempo além se lança.

Vibramos consonantes harmonias
Poemas que criamos- tu sabias-
Alentam nossos tantos sofrimentos,

Jamais nos perderemos no caminho,
Num mundo muitas vezes mais mesquinho
Cantemos com louvor aos quatro ventos.


MARCOS LOURES


Oh! Sim. Cantar pra mim é sorver vida!
Um bom louvor anima a minha alma
E logo de manhã, antes da lida
Louvar a D’us espanta todo o trauma!

Irmão, a poesia é-nos guarida
E sinto que essa moça nos acalma.
Eu sei que ela é quem a nós convida
A transformar o mundo e isso encalma!


Os quatro ventos são bons aliados
Porque propagam o cantar perfeito
Que sai do teu e também do meu peito!


A vida eu sei nos deixou machucados,
Mas também nos cedeu uns bons bocados
E a esses é que eu canto em tom perfeito!


RONALDO RHUSSO

Se apesar dos pesares sou feliz
Eu devo à poesia este aconchego
Ensina com certeza o desapego
Criando este cenário que ora eu quis.

E mesmo quando a noite é mais nublosa
Os sonhos esvaídos nas sarjetas,
Os brilhos de diversos, zis cometas,
Cevando nos astrais a nebulosa

Que possa nos trazer a plena luz,
Qual fosse uma explosão de tantos sóis
E quando em consonância tu constróis
Encanto noutro encanto se produz,

E mesmo quando a vida nos maltrata
A poesia surge na hora exata!


MARCOS LOURES


É fato, meu amigo! Tens razão!
A poesia clama e obedecemos
Porque direito, esse, nós não temos
De dizer não à doce inspiração!

O recriar o que quebrou-se ao chão
É algo em que com brio nos envolvemos
Porque em nosso íntimo sabemos
Que ser poeta é ir na contramão.

Mas veja como isso é engraçado!
A nossa verve nem é compreendida,
Mas inda assim renova a frágil vida

Que muitos fruem sem olhar pro lado
E ver que a poesia é o legado
Que espalhamos e sem remorso ou brida!

RONALDO RHUSSO


Matizes que deveras percebeste
Num mundo já grisalho e sem sentido,
E quanto mais contigo ora lapido
O mundo segue além do que fora este.

Cada momento enquanto engradeceste
Tornando bem mais forte e decidido
O passo rumo ao farto presumido
No encanto que deveras tu teceste.

E, pareados, temos nos poemas,
Ruptura do que fossem as algemas
Que tanto o dia a dia nos impinge.

A poesia brota a cada instante
E nisto com certeza nos garante,
Qual Édipo vencendo a velha Esfinge.


MARCOS LOURES


Esse brotar de versos me anima;
E toca o meu sentir com mais urgência!
Retorna o entorno para a coerência
E sei que há alegria lá em Cima!

Os anjos, bons poetas, nesse clima
Já tangem suas harpas n’anuência,
Pois sentem que se foi a vil dormência
E resta a esperança em rara rima!


Assim, meu bom amigo, a negra morte
Se sente derrotada e humilhada
Por tua excelente poesia.

Ainda que ela venha e seja forte
Só levará a carne já cansada
E a vida eterna vem com primazia!.

RONALDO RHUSSO


Liberto coração fala por si
E traz a eternidade a cada instante
Dos sonhos, sendo mero navegante,
Amigo, como é bom estar aqui!

Por tanto tempo, alheio ao que vivi,
Meu verso noutro rumo, degradante,
Agora na esperança se garante
E traz ao pensamento, frenesi.

Edênico caminho ao mais sublime
Etéreo desenhar tanto redime
Que nos permite além do que é palpável.

Tornando mesmo o solo mais agreste
Num campo bem mais rico e sempre arável,
O mundo que deveras compuseste.


MARCOS LOURES


Diria: o privilégio é só da gente!
Que sorve de teus versos... Euforia!
Não será derradeira poesia;
Um mestre como tu deixa-a latente!

A História vai mostrar que é diferente,
Em livro ou o que valha em breve dia
Pra fazer entender dicotomia,
Querer e ser poeta, realmente!

Alguém faz um aposto de dois versos?
Se o fiz foi pra deixar bem registrado
O quanto a estupidez me causa enfado...

Em que latrina estão crânios imersos
Dos grandes editores controversos?
Estranho não te ver já consagrado...

RONALDO RHUSSO

Querido, na verdade ainda cismo,
Tentando no soneto em ritmo clássico,
E sou por isso mesmo qual jurássico
Aos olhos do velhusco modernismo.

A vida, porém tanto generosa,
Permite que se encontre no caminho,
Ainda quando exista algum espinho,
Fragrância tão suave de uma rosa.

Eu creio como crês na eternidade,
Nossa alma, noutro estágio no futuro,
E neste novo mundo configuro
A mais real e bela claridade,

E enquanto houver dos sonhos, o jardim,
Mantenho a poesia viva em mim!


MARCOS LOURES


Eu trilho por caminhos bem diversos
Por crer que a poesia assim exige.
Mas sei que minha alma não se aflige
Porque não sou de instar com muitos versos.

Lutar por versos justos e complexos
É como um motorista que dirige
Sem uma infração: ninguém corrige!
Seus atos bons são vistos ou dispersos?

O bem que ele faz é instrumento,
Preserva a vida e é muito louvável!
Por isso vale a pena ir adiante!

O Clássico é tesouro! Nobre intento
É dar-se a preservá-lo! É intocável
A alma que se dá a essa constante!

RONALDO RHUSSO



Num tempo onde se busca alguma ajuda
Ou mesmo a insanidade da mentira,
Quem noutro caminhar tente e prefira
É pássaro sem penas, fria muda.



Num tempo onde o consumo se amiúda
E a qualidade expressa mera pira,
O sonho pouco a pouco se retira
Sem nada que deveras nos acuda.

Quisera ter nas mãos este poder
De hipnotizar com mitos e trazer
Um mundo aonde vise simplesmente

O masturbar dos egos na falácia;
Faltando para tanto a torpe audácia
Nosso verso se finge, jamais mente...

MARCOS LOURES


Sigamos sempre à frente dos pequenos
De mente, de carinho ou de vivência...
Tenhamos sempre a nobre paciência,
Pois mal por mal é coisa de somenos!

Custar a compreender que vale menos
O novo, trivial, sem competência
Que o ouro garimpado na eloquência
É o mesmo que macacos entre acenos...

Não digo aqui que os símios nada valem.
Mas eles só repetem por instinto
E muitos deles são melhores, sinto!


Compor faz que alicerces vãos se abalem!
O nada e outro nada se equivalem.
É dura realidade, mas não minto!


RONALDO RHUSSO


Vivemos num fast food e nada mais,
Consumo dever ser somente hedônico
O verso que se faça mais harmônico
Espanta os pensamentos, tão iguais,

O velho sonetar, agora agônico,
Tramando em maravilha risos e ais,
Que a cada novo canto demonstrais,
Morrendo a cada espasmo, rito crônico.

Jamais se imaginasse um plenilúnio
Ousando acreditar neste infortúnio
Ou mesmo no que faça-nos pensar,

Consumo tem que ser imediato,
Tecer do dia o dia o seu retrato,
É como no vazio navegar...

MARCOS LOURES

O mundo é louco abismo, meu amigo!
Não vê o descansado ou sem juízo,
Pois isso é tão latente que diviso
Humanos que só veem próprio umbigo!

A correria assaz eu não persigo.
Parei na contra-mão, eu amo o siso.
Até na poesia eu sou conciso
E muitos nem entendem o que digo...

Por mim eu nem rimava água com sal,
Mas o dicionário é muito caro
Ou meu leitor vê nele um anteparo!

Desejo dar um tempo e é normal,
Pois tenho o objetivo surreal
De vislumbrar o por do sol mais raro!

RONALDO RHUSSO


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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Seg 08 Ago 2011, 00:18

DepreSonnet!

Balbucio esse verso contendendo
Com o forte cansaço contumaz
Que me toma por presa concedendo
A um mal que abomino algum cartaz...

Outro verso, percebo, vai nascendo
Desejando outra quadra, mas assaz
É a dor que eu me pego remoendo
E que não me deseja o ir em paz...

Amiúde eu pensei: “melhor parar”!
E o que faço do Dom se não se vende,
Nem se doa ou empresta, só se aprende?

O Soneto é capaz de intrigar
Quem o olha qual fosse um vão rimar
E de fato, inocente, não o compreende...

Ronaldo Rhusso


Última edição por RONALDO RHUSSO em Ter 09 Ago 2011, 06:46, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Seg 08 Ago 2011, 21:05

Tanto que...

Tomo um trago do amargo de minh’alma
E o sabor adocica enquanto dói.
Onde estás, ó absurdo que me encalma?
Onde errei? Eis questão que me corrói...

Ah! Se o gosto da tez que a mim é trauma
Aquietasse em palato que remói
Essa dor tão horrenda que espalma
O melhor que há em mim e, eis, me destrói...

Onde o bom serviçal se ocultou?
Acredito em poesia, pois é lindo
O nascer de uma Ode que vem vindo

Afagando outro ser que a alcançou
E do frio desse chão o arrebatou
Pr'onde a dor e esse ardor vão se elidindo...

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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qua 10 Ago 2011, 21:39

No ritmo...

Já falei de amor, mas nem me lembro
O matiz ou a cor dessa passagem...
Sei viver em ardor, mas em setembro -
Estação onde a flor é a mensagem.

Já falei sobre dor e não relembro...
Ou será que rancor é só chantagem?
Sei que esse dissabor até dezembro
Enche-me de torpor e é sacanagem!

Já falei de amor e de dor... Pronto!
Sem tirar e nem por vou adiante
Em busca do alvor que é importante...

Não me dê seu louvor. Não o quero! Ponto.
Todo esse vão calor me deixa tonto!
Eu sou sim multicor que se garante!

Ronaldo Rhusso
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Qui 11 Ago 2011, 00:04

Com certeza!

Dançam as horas... Vejo o desenlace,
Ápice lindo e cheio de euforia...
Penso comigo: “Tempo, ai se voltasse
Cada momento em mágica alegria!”

Dançam as horas... Moça, se dançasse
Só para eu sorrir... Vai dançar um dia?
Penso comigo: “Tento eu alcançasse -
Lábios carmins – Ah! Muito os sorveria!

Desço do tempo. Sou só marginal,
Qual debochado, ímpar meliante!
Dando as costas sem temer flagrante.

Tempo ou espaço não me é usual.
Danço co’as horas. Eu sou sem rival,
Pois, por beijo seu, mato doravante!

Ronaldo Rhusso
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MensagemAssunto: Re: Sonetos Decassílabos   Dom 04 Set 2011, 12:58

Sinistramente...

A poesia é parte destemida
Das artes, sendo mãe tão rejeitada
A ponto de se ver encurralada
Em lábios de poeta sem guarida!

A poesia é rica e essa lida
Na qual divago sobre tudo ou nada
À espera dessa moça iluminada
Que traz meu alimento para a vida...

Não posso concordar com gente fria
E que não vê poemas no seu dia
Ornando cada gesto, cada instante...

Vai ver sorvi de algo alucinante
E outra vez escrevo num rompante
Ou corre em minhas veias poesia...

Ronaldo Rhusso
[b]
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