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 Regras de uso

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MensagemAssunto: Regras de uso   Ter 16 Nov 2010, 00:47

Além da 'netiqueta' (ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Netiqueta ), aos trolls um único aviso: 'a porta é serventia da casa'.
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rommel

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MensagemAssunto: Re: Regras de uso   Ter 16 Nov 2010, 18:32

Essas regras precisam ser formalizadas
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RONALDO RHUSSO

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MensagemAssunto: ALGUMAS CONDIÇÕES DE USO   Ter 16 Nov 2010, 21:54

* Evitar enviar mensagens EXCLUSIVAMENTE EM MAIÚSCULAS ou grifos exagerados ou em HTML. Se bem empregadas, as maiúsculas podem ajudar a destacar, mas em excesso, a prática é compreendida como se você estivesse gritando, podendo causar irritação ou fazer com que o interlocutor se sinta ofendido. HTML aumenta substancialmente o tamanho das mensagens, o que impacta desnecessariamente o uso da largura de banda nos servidores.

* De maneira geral, procure não usar recursos de edição de texto, como cores, tamanho da fonte, tags especiais, etc, em excesso. Use-os, como explicado no item acima, para destacar palavras e expressões importantes, nunca para dar destaque injustificado à mensagem como um todo (mesmo que sua mensagem possua apenas três palavras).

* Respeite para ser respeitado e trate os outros como você gostaria de ser tratado.

* Lembre-se que dialogar com alguém através do computador, não faz com que você seja imune às regras comuns da nossa sociedade, por exemplo, o respeito para com o próximo. Mesmo que por intermédio de uma máquina, você está conversando com uma pessoa, assim como você. Não diga a essa pessoa o que você não gostaria de ouvir.

* Use sempre a força das idéias e dos argumentos. Nunca responda com palavrões, mesmo que usem de grosseria contra você. Afinal, pessoas inteligentes privilegiam os argumentos contra a falta deles.

* Apesar de compartilhar apenas virtualmente um ambiente, ninguém é obrigado a suportar ofensas e má-educação. Caso alguém insista nessas práticas, ignore-o.

* Evite de escrever em outra língua quando não solicitado (no caso, quando o assunto é tratado em português, a pessoa escreve em inglês só para se mostrar). Isso é errado, porque algumas pessoas, não sabem nada de inglês e isso pode dificultar o acesso delas no assunto do fórum.

* Em fóruns e listas de discussão, procure expressar-se claramente. Explique o problema com o máximo de informação que puder. Tente manter-se no contexto da discussão. Os fóruns são separados por tópicos, procure postar no tópico que mais convier à sua pergunta. Evite sempre mensagens do estilo "Me ajudem por favor!", "Ajuda aqui!", "Vou jogar essa coisa fora" ou frases similares.

* Em fóruns e listas de discussão, deixe o papel de moderador para o próprio moderador. Evite repreender as pessoas por conduta indevida se você não é o moderador do fórum, isto só irá gerar mais dicussões e desentendimentos desnecessários (também conhecidos como flame ou flaming).

* Caso escreva um texto muito longo, deixe uma linha em branco em algumas partes do texto, paragrafando-o. Dessa maneira, o texto ficará mais organizado e fácil de ler.

* Dependendo do destinatário de seu texto, evitar o uso de acrônimos e do internetês, ou, pelo menos, reduzir a utilização deles. Preste atenção no que você escreve, é possível que, em alguns dias, nem você mesmo saiba o que havia escrito.

* Ninguém é obrigado a usar a norma culta, mas use um mínimo de pontuação. Ler um texto sem pontuação, principalmente quando ele é grande, gera desconforto, e, além disso, as chances dele ser mal interpretado são muitas.

* Quando você estiver perguntando, provavelmente é porque precisa de ajuda em algo, então aja como tal. Evite ser arrogante ou inconveniente.

* Não copie textos de sites ou qualquer outra fonte que possua conteúdo protegido por registro e que não permita cópias e sempre, mesmo com autorização de cópia, cite as fontes quando utilizá-las.

* Antes de fazer uma pergunta pense na possibilidade de que sua dúvida já tenha sido solucionada por alguém, procure em fóruns e até mesmo em sites de busca como o google, caso não encontre, poste suas mensagens que sempre haverá algum usuário na internet para te ajudar. Mas não espere que a resposta seja imediata, as pessoas estão dispostas a ajudar, mas elas tem responsabilidades e tarefas a cumprir no dia a dia, ficando o acesso aos fóruns e comunidades, em segundo plano. Seja paciente.

* Se você estiver do outro lado, ou seja, respondendo as dúvidas dos usuários, seja humilde e só responda às dúvidas se realmente estiver afim de ajudar. Respostas como "www.google.com.br", "procura na net" ou "larga de ser preguiçoso" não ajudam em nada. Procure responder acrescentando algo útil, que possa enriquecer o conhecimento coletivo.

* Evite comentários públicos que afetem a cor da pele, orientação sexual e religião dos demais, demonstrando preconceito e racismo.


Última edição por RONALDO RHUSSO em Ter 16 Nov 2010, 22:44, editado 3 vez(es)
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madeixa

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MensagemAssunto: Re: Regras de uso   Sex 19 Nov 2010, 11:02

Somos pessoas de diversos lugares, de muitas lutas, com uma história em comum através da língua portuguesa.
Se você estava procurando um lugar para cultuar nossa língua expressando-se nela e aprendendo com ela, um lugar onde se pode aprender uns com os outros, isso se procura fazer aqui.
Se você estava procurando um espaço para deixar sua contribuição a todos os que se encantam com a literatura, ofereça-nos e desde já agradecemos.
Não somos melhores que ninguém, temos nossos defeitos e nossas virtudes, mas acredite que estamos sempre desejando melhorar nossos conhecimentos de literatura.
Aqui respeitamos usos e costumes, modos e jeitos e se não damos fórmulas de 'ficar rico' com a literatura, nos enriquecemos pela consideração dos que caminham juntos conosco, que ensinam e aprendem ao mesmo tempo.
As letras, as palavras, as manifestações de pensamento, concordes com as regras, têm aqui o seu lugar e é exatamente aqui que podemos ser felizes com isso, porque aqui nosso espírito é mútuo em empreender a tarefa de manter sentido e vivacidade, valorizando nossa literatura.


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madeixa

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MensagemAssunto: REGRAS DE USO DAS LETRAS EM MAIÚSCULO   Sex 19 Nov 2010, 22:52

Aqui já aprendi, entre outras coisas, que não se deve postar textos com todas as letras em maiúsculo.
Para contribuir mais, transcrevo parte do conteúdo da Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Caixa_alta) que conduz regras de uso das letras em maiúsculo (letras em 'caixa alta'):

Todas as letras em caixa alta

São raros os contextos em que todas as letras de uma palavra devem (ou podem) estar em maiúsculas:

* no título de um livro, na sua capa, rosto e ante-rosto (e. g. OS LUSÍADAS). Este aspecto foi regra absoluta até ao início do séc. XX;
* em transcrições do latim (existindo a alternativa de grafar todas as letras em minúsculas);
* em siglas (ex. EUA, OMS) e acrónimos (e. g. OTAN ou NATO, ONU).

É considerado falta de educação escrever uma frase em contexto normal com todas as letras em caixa alta, por ser, em geral, mais difícil de ler. Em alguns contratos menos bem intencionados chega-se a escrever cláusulas completamente em maiúsculas e com letra em ponto pequeno, para desencorajar a sua leitura.

Pontuação

* A letra da primeira palavra de uma frase é sempre escrita em caixa alta.
o Nota: depois de reticências, de ponto de exclamação ou de ponto de interrogação pode iniciar-se uma frase ou não. Se não se iniciar um novo período, então, a primeira letra deve permanecer em caixa baixa (e. g. "Ó quimera de Vida! pois a Vida é isto? estes apertos de mão, esta mentira, este monólogo entrecortado de risos, de lágrimas e de infâmias? este sonho e esta lama? esta inveja e esta vaidade?" — Raul Brandão).
* Coloca-se em maiúscula a primeira letra de uma fala de um interlocutor, depois do travessão (e. g. "— De que gostas mais? — perguntou-lhe o pai").
* Tradicionalmente, na poesia, a primeira letra de um verso vinha em caixa alta. Alguns autores recentes (como Alexandre O'Neill ou Ruy Belo) têm posto em causa esta regra, usando a maiúscula apenas para o início de frase.
* Abrem-se com maiúsculas as enumerações ou alíneas que tenham redacção independente e que, no final, podem levar ponto ou ficar sem pontuação final.
o Nota: quando se trata de enumerações ou alíneas que continuam uma frase interrompida por dois pontos (que levam ponto e vírgula no final), não devem ser iniciadas por caixa alta. Por exemplo:
+ a) nos casos de x;
+ b) nos casos de y;
+ c) nos casos de z.
* Em contexto jornalístico, as citações podem iniciar-se ou não com caixa alta, dependendo da redação da frase em que a citação é inserida:
o se a citação surge na abertura da frase, deve ficar em maiúsculas (e. g. "«Em certas zonas, a distância para a urgência é uma verdadeira desgraça», afirma um dos pacientes");
o se a citação surge a meio de uma frase, deve ficar em minúsculas (e. g. "Teve de mandar chamar a ambulância, que «veio logo». O «logo», para ele, é entre 20 minutos e...").
* Em contexto científico (trabalhos académicos, por exemplo), uma citação deve ficar tal como está no original:
o se a citação se inicia no mesmo ponto em que se inicia a frase no original, deve ficar em maiúsculas (e. g. "Segundo Celso Cunha, «Todas as variedades linguísticas são estruturadas [...]», o que vai ao encontro do que defendemos");
o se a citação se inicia num ponto intermédio da frase do original, então, deve iniciar-se em minúsculas (e. g. "Segundo Lindley Cintra, pelo contrário, elas «[...] são estruturadas [...]», o que vai ao encontro do que defendemos").

Palavras especiais

Há algumas palavras que se devem grafar sempre com inicial maiúscula. Estas regras, contudo, podem ter algumas variações. Por exemplo, no português europeu os meses são escritos com iniciais maiúsculas (Janeiro) e no português brasileiro com minúsculas (janeiro). Por vezes, conforme o livro de estilo em vigor numa instituição, pode haver algumas diferenças. A seguinte lista contém as palavras especiais que, tradicionalmente, quer no Brasil, quer em Portugal, se escrevem com maiúscula inicial.

* Palavras de categorias onomásticas:
o Nomes pessoais ou de família (e. g. António da Silva).
o Cognomes ou apodos (e. g. D. Dinis, o Lavrador ou Jack, o Estripador).
o Nomes geográficos (e. g. serra da Estrela, Luanda).
+ Nota: os substantivos que designam acidentes geográficos e que acompanham os topónimos não levam maiúscula (e. g. arquipélago dos Açores, cabo da Boa Esperança).
o Nomes de países ou comunidades territoriais (e. g. Estados Unidos do Brasil, República Portuguesa). Nota: os nomes de formas de organização política, social ou administrativa (como estado, distrito ou república) quando estão ligados a nomes próprios, indicando a espécie a que pertencem, escrevem-se com inicial minúscula (e. g. "o império de Carlos Magno", "o distrito de Braga", "o estado do Maranhão", "o reino de Ofir", "a cidade do Jequié"). Assim, escreve-se "República Portuguesa", para designar o país, mas, "a república de Portugal" para designar o sistema político.
o Em Portugal, nomes que designem colectivamente povos, tribos ou habitantes de localidades ou regiões (e. g. Brasileiros, Marcianos, Escandinavos, Lisboetas). De notar que só se emprega a caixa alta quando a palavra designa a colectividade em geral (e. g. "os Portugueses são um povo que...", "o Português é sebastianista" , "os portugueses residentes em França são..."). No Brasil esta regra não existe, usando-se minúsculas para estes casos (e. g. brasileiros, paulistas, cariocas).
o Nomes religiosos e mitológicos (e. g. Deus, Diabo, Inferno, Musas). Nota: nas religiões não monoteístas, apenas o nome da divindade tem maiúscula inicial (e. g. "entrou Atena, a deusa de olhos garços").
o Nomes astronómicos (e. g. Estrela Polar, Lua, Sol, Marte).
+ Nota: "o Sol" (astro) mas "ao sol" (luz do Sol).
o Com excepção do Brasil, os nomes pertencentes aos calendários (e. g. Janeiro, Primavera). Nota: os dias da semana são sempre em caixa baixa (e. g. domingo, segunda-feira). Nota: o Acordo ortográfico de 1990 estipula que os nomes dos meses e estações do ano passem a ser escritos em caixa baixa (e. g. janeiro, primavera).
o Nomes de festas públicas ou períodos festivos (e. g. Natal, Carnaval).
+ Nota: no Brasil, o Formulário Ortográfico de 1943 estabelecia que as festas pagãs ou populares deviam ser escritas com caixa baixa (e. g. carnaval, entrudo). Era, apesar disso, extremamente frequente o uso de Carnaval com maiúscula.
o Nomes de igrejas quando incluem o seu patrono (e. g. Igreja de São Pedro). Nota: as igrejas que se identifiquem pelo lugar onde se encontram devem ser escritas com letra inicial em caixa baixa (e. g. igreja do Carmo).
o Nomes de divindades ou seres antropomorfizados (e. g. Deus, Adamastor, Neptuno/Netuno).
o Nomes de ramos científicos, artes e cursos, desde que sirvam de título a disciplinas escolares e universitárias (e. g. Biologia, Matemática, Filosofia, História, Pintura). Devem ficar em minúsculas quando não se referem a uma ciência mas têm apenas significado geral (e. g. "gostar de música").
o Nomes de pontos cardeais ou colaterais quando designam regiões (e. g. Leste da Europa, Norte de Portugal). Nota: os pontos cardeais em si grafam-se com minúsculas (e. g. "Belo Horizonte fica a norte de...").

* Formas pronominais para entidades sagradas ou de alta hierarquia política quando se deseja dar realce especial (e. g. "Ascender a Deus, servindo-O", "pela Nossa autoridade sobre estes reinos de Portugal...").
* Nomes de sentido moral ou espiritual a que se queira dar realce (e. g. "a Ciência", "as Artes", "a Cultura").
* Palavras que servem de base a designações de vias, logradouros ou bairros (e. g. Rua Direita, Travessa da Fonte, Avenida do Uruguai, Baixa portuense). Nota: o Acordo Ortográfico de 1990 prevê a possibilidade de se usar opcionalmente a caixa baixa (e. g. rua, avenida). No Brasil, o uso desta regra varia bastante (o Formulário Ortográfico de 1943, ainda em vigor, estipula a maiúscula).
* Substantivos que exprimem elevados conceitos religiosos, políticos ou nacionais quando só por si têm o mesmo significado que teriam em conjunto com uma forma adjectiva ou adjectivo-pronominal: "a Igreja" (com o sentido de "a Igreja Católica"), "a Administração" (sentido de "a Administração Pública"), "a Nação" ("a nossa nação"), "o País" ("o nosso país").
* Nomes de cargos de especial deferência (Presidente da República, Cardeal, Bispo), mas apenas quando a palavra se refere ao cargo em si. Assim, deve-se escrever "o presidente Lula da Silva" e "o rei D. Carlos" (com inicial minúscula). O "Presidente da República" (com inicial maiúscula) deve-se escrever somente quando se refere à instituição em si. O cargo de primeiro-ministro escreve-se sempre em minúsculas, excepto em documentos oficiais quando se faz referência ao cargo em si. Apesar de a regra ser a mesma, em Portugal a imprensa escreve quase sempre Papa com maiúscula inicial, independentemente do contexto (e. g. "o Papa Bento XVI"). No Brasil, pelo contrário, a regra geral é quase sempre seguida (e. g. "o papa Bento XVI").

* Axiónimos escrevem-se com maiúsculas apenas quando tenham o valor de cortesia ou reverência ou quando sejam pronomes de tratamento. Isto é:
o Em início de uma carta ou quando se dirige a palavra escrita directamente à pessoa em causa usam-se maiúsculas (e. g. "Ex.mo Senhor Doutor Silva...", "o livro que o Sr. Dr. me recomendou na carta anterior...").
o Quando os axiónimos são utilizados como pronomes de tratamento usam-se maiúsculas (Vossa Excelência, Vossa Senhoria, Senhor, Senhora, V. Exa.).
o Porém, em contexto normal, os axiónimos usam-se com minúsculas (e. g. "O dr. Saldanha declarou à imprensa", "O senhor Antunes foi mais uma vítima de..."). O Acordo Ortográfico de 1945 tolera, "em atenção ao uso" (sic), que o grau académico tenha maiúscula quando abreviado (e. g. "o Dr. Martins"), mas não o aconselha como norma.

* Designações de factos históricos (e. g. "o Renascimento", "a Guerra Peninsular").
* Nas palavras que exprimem actos das autoridades do Estado quando em designações de diplomas ou documentos oficiais (e. g. Código da Estrada, Lei 33/87, Decreto-Lei 298/97, Portaria n.º 123/86). Nota, usa-se inicial minúscula quando não seguido de número, de data ou de designação oficial (e. g. "a nova lei aprovada...").
* Designações de edifícios, outras obras arquitectónicas e propriedades rústicas (e. g. Basílica da Estrela, Estrada Municipal n.º 312, Herdade da Contenda).

Norma tradicional das línguas latinas

Nos países de línguas românicas a regra da referência bibliográfica é o título de qualquer artigo de imprensa ser escrito com a primeira letra em caixa alta e as restantes em caixa baixa, excepto nas palavras especiais (como nomes próprios). Também nos países anglo-saxónicos esta norma foi progressivamente introduzida na imprensa (para títulos de artigos) por ser considerada pelos editores mais prática, mais sóbria e mais estética. É o caso dos jornais The Guardian, do The Times e da generalidade da imprensa norte-americana.

* e . g. "Lula ganha eleições no Brasil"

Tradicionalmente, nos países de línguas latinas, também a citação bibliográfica, isto é, a citação de títulos de obras, segue a mesma regra. Faz parte dessa regra a obrigatoriedade de o título da obra ficar sem aspas e em itálico ou, no caso das antigas máquinas de escrever, com sublinhado.

* e. g. "Os Contos exemplares de Sophia, ao contrário dos Contos exemplares de Cervantes..."

* e. g. "A ilustre casa de Ramires — a palavra "Ramires" é considerada especial por ser um nome próprio.

* e. g . Alice no País das Maravilhas — "País das Maravilhas" é considerado o nome próprio de uma nação, ainda que imaginária.

Norma tradicional das línguas germânicas

A norma germânica teve o seu auge no mundo anglo-saxónico com o desenvolvimento da imprensa ao longo dos séculos XVIII e XIX. Era usada para realçar os títulos, numa altura em que o desenvolvimento técnico da tipografia não permitia facilmente o uso de negrito, de itálico ou de variados tamanhos de letra.

Ao longo do século XX, esta norma generalizou-se na maior parte da imprensa portuguesa e brasileira, para a citação de títulos de obras. Este facto deveu-se à influência da língua inglesa, mas resumiu-se à citação bibliográfica, mantendo-se a norma latina para os títulos dos artigos.

Extremamente complexa, esta norma exige conhecimentos de gramática explícita e tem as mais variadas formas de uso quer nas línguas alemã e inglesa, quer na portuguesa. Geralmente, cada órgão de imprensa escolhe uma delas no seu livro de estilo. Por sua vez, em geral, os jornalistas não seguem nenhuma, limitando-se (os mais cuidadosos) a copiar sistematicamente a opção que esteja na capa do livro ou do CD (esta prática só é recomendada por alguns livros de estilo para obras em língua estrangeira). Por vezes, o copy desk (quando existe) corrige e o assunto fica mais ou menos resolvido.

Norma latina vs norma germânica

Em Portugal e no Brasil, para a citação bibliográfica, a norma germânica foi introduzida pelo Formulário Ortográfico de 1943 (no Brasil) e pelo Acordo Ortográfico de 1945 (em Portugal).

A comunidade académica dos dois países nunca aceitou bem aquela alteração. O filólogo brasileiro Antônio Houaiss, por exemplo, afirma: "Toda normalização, no que se refere a textos impressos, parte de um pressuposto: é o chamado efeito de realce. [...] Assim, o pressuposto do bibliônimo é que ele apareça sempre, em língua portuguesa, em grifo. Vale dizer, se ele aparece em grifo, não há por que reiterar o realce com a letra maiúscula, pois o grifo já funciona como realce material típico do bibliônimo. Ipso facto, haveria redundância em colocar o grifo e a maiúscula".[1]

Assim, as citações em trabalhos académicos e científicos continuaram a fazer-se, em grande parte, na norma latina. Em Portugal, os manuais em vigor para os trabalhos académicos mantiveram a aconselhar esta norma. Em ambos os países, as entidades legalmente credenciadas para a normatização/normalização (Associação Brasileira de Normas Técnicas e Instituto Português da Qualidade) aconselham também a norma latina.

Mesmo no contexto da língua inglesa, a norma germânica parece estar em processo de recuo, com uma influência cada vez maior do chamado down-style capitalization. Nos títulos de artigos ela foi quase abandonada, continuando a ser a regra dominante na citação bibliográfica. No entanto, por motivos de simplificação, alguns média ingleses mais inovadores, como a revista de música NME, têm vindo a adoptar o uso de maiúscula inicial em todas as palavras de títulos de obras (e. g. Where The Streets Have No Name). Por outro lado, a norma latina é aceite pela Organização Internacional para Padronização (ISO) e é largamente usada nas bibliotecas e universidades dos Estados Unidos da América (por exemplo, na psicologia, ciências da educação e ciências sociais, usa-se o estilo APA, que opta pela titulação latina das obras).

O Acordo Ortográfico de 1990 estabeleceu o regresso à norma tradicional das línguas latinas.
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